domingo, 27 de junho de 2010

Podar sim,destruir, lesar ou maltratar, não


Recebido por e-mail de
Alphonso Tangil de Abergaria


Atualmente a empreiteira da Cemig denominada Ecel, está promovendo a poda das árvores de nossas ruas afim de evitar problemas como a interrupção do fornecimento de energia em nossos lares ou mesmo acidentes envolvendo galhos e rede elétrica. Ao distribuir a eletricidade para os clientes, a empresa depara-se com o conflito entre árvores e redes aéreas urbanas. A árvore é um bem público e a responsabilidade pela manutenção dos bens públicos é de cada Prefeitura. Normalmente, o acumulo de atribuições e a falta de recursos humanos e financeiros são os motivos alegados pelas prefeituras para não executarem as manutenções e podas na vegetação urbana. A necessidade de redução de interferências entre a arborização e a rede de distribuição de energia elétrica e a iluminação pública compete não só às companhias de energia elétrica, mas também aos municípios que têm, por finalidade, zelar pelos bens públicos a eles pertencentes.



Infelizmente a poda das árvores está parecendo mais uma agressão ao meio ambiente Segundo a Lei n.º 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais) em sua Seção II: Dos Crimes Contra a Flora, Art. 49 –


“Considera-se crime ambiental destruir, danificar, lesar ou maltratar, por qualquer modo ou meio, plantas de ornamentação de logradouros públicos ou em propriedade privada alheia”. Tal a forma que são removidos os galhos das árvores, provocando uma descaracterização de sua forma original, caracterizando: destruir, danificar, lesar ou maltratar, a maneira que ficam após a poda.


Além da função paisagística, a arborização urbana proporciona benefícios à população, tais como: - Absorção da poluição atmosférica, neutralizando os seus efeitos na população. Proteção contra ação dos ventos; Diminuição da poluição sonora; Absorção de parte dos raios solares; Sombreamento; Ambientação à permanência dos pássaros urbanos; Melhora da saúde física e mental da população;


È preciso haver uma fiscalização para corrigir erros e abusos na poda das árvores pelo órgão municipal competente.


Vejamos exemplos de: Destruição, danificação,lesão e maltrato sofridos pelas nossas árvores.


  
Define-se como poda excessiva ou drástica a supressão de mais de

50% (cinqüenta por cento) do total da massa verde da copa, o corte da parte superior da
copa eliminando-se a gema apical e o corte de somente um lado da copa, ocasionando o
desequilíbrio estrutural da árvore.
Sob esse foco, a poda deve ser executada para conduzir a parte aérea
(copa) de uma árvore no sentido de ocupar o espaço disponível e apenas
excepcionalmente para reduzir ou delimitar o seu volume. Assim, evita-se
que a mesma seja “mutilada” por podas drásticas ou executadas com
imperícia, como nas fotos acima.
Cabe ao órgão municipal competente ou vereadores a apuração dos fatos.Nossa floresta urbana agradece.

4 comentários:

Marta M. Silveira disse...

Olhando para as árvores de nossas ruas, nota-se claramente que está havendo uma podagem indiscriminada das arvores, e parece que a Secretaria Munic. de Desenvolvimento Rural e Meio Ambiente não está fiscalizando a poda, creio que deve existir uma Lei Municipal que legisla sobre assuntos ambientais e a mesma não está sendo cumprida.
As árvores tem que serem respeitadas são como o homem parte do meio ambiente e não possuem somente a função paisagística elas são importantes para o ecossistema e fundamental para a vida do planeta. Não podemos ver nossas arvores extirpadas como na administração passada, e parece que, mesmo, sendo a atual administração do PV não estou vendo nenhum cuidado com o verde.

Marcola disse...

A poda de uma planta pode não ser tão simples assim,quando uma planta sofre uma poda incorreta ou seja, sem os cuidados técnicos exigidos,as plantas podem apresentam uma deficiência no seu desemvolvimento.Ex:Quando cortamos um galho de uma àrvore, o àcido inolilacético produzidos nas gemas apicais, deslocam se para as gemas axilares laterais, que ao receberem esse hormõnio, provoca dormência destas(gemas laterais), fenônemo conhecido como dominância apical, portanto, entretanto, se na poda catedrática de um galho, retiramos parte deste hormônio que se deslocou para as axilares(laterais), cessa-se a inibição do desmvolvimento de uma àrvore.

Anônimo disse...

Cris disse...
Essa praga chamada CEMIG também vem arrasando as árvores em minha cidade BH, e pior com a autorização da prefeitura local.
Como impedir esse maus tratos com as poucas árvores que ainda conseguimos ter? Juridicamente não sei o caminho. E tecnicamente existe outra alternativa? Claro que existe, já ouviram falar numa cidade do Paraná chamada Maringá, pois essa cidade implantou a adoção de redes compactas protegidas. Nelas, cabos elétricos encapados são mantidos separados a uma pequena distância uns dos outros por uma borracha isolante. Com isso a poda das árvores passa a ser dispensável. Outra coisa rebaixou a iluminação e com isso as calçadas passaram a ser mais iluminadas, dispensando também a poda das árvores e ainda tendo economia de energia. Obrigado pelo espaço. A qualidade de vida agradece.

Anônimo disse...

Essa praga chamada CEMIG também vem arrasando as árvores em minha cidade BH, e pior com a autorização da prefeitura local.
Como impedir esse maus tratos com as poucas árvores que ainda conseguimos ter? Juridicamente não sei o caminho. E tecnicamente existe outra alternativa? Claro que existe, já ouviram falar numa cidade do Paraná chamada Maringá, pois essa cidade implantou a adoção de redes compactas protegidas. Nelas, cabos elétricos encapados são mantidos separados a uma pequena distância uns dos outros por uma borracha isolante. Com isso a poda das árvores passa a ser dispensável. Outra coisa rebaixou a iluminação e com isso as calçadas passaram a ser mais iluminadas, dispensando também a poda das árvores e ainda tendo economia de energia. Obrigado pelo espaço. A qualidade de vida agradece.