segunda-feira, 23 de novembro de 2009

QUEM AMA NÃO BATE


Este artigo foi elaborado com o objetivo de fornecer informações e conceitos sobre a violência contra a mulher.
A violência contra a mulher, doravante tratada como VCM, opera numa base de discriminação e abuso sobre a diferença sexual. Ela restringe o pleno direito de participação social das mulheres. Pelo simples fato de serem mulheres, estão sujeitas à fome, tortura, humilhação, mutilação, assassinato, terrorismo. Se estes crimes fossem cometidos contra quaisquer outros grupos sociais, seriam considerados como tendo um caráter emergencial, mas como o alvo são as mulheres eles são minimizados pelos governos e desconsiderados como direitos humanos. Em disputas de grupos rivais, por exemplo, as mulheres se tornam um alvo preferencial. A VCM está baseada numa visão de mundo que dá aos homens – e à sociedade - a liberdade e a legitimidade de usar de violência contra as mulheres, com os mais diversos objetivos. Claro está que, uma vez que homens e mulheres gozam dos mesmos direitos civis na sociedade brasileira, não é mais aceitável que a violência contra a mulher ocorra ou que permaneça. VCM é uma realidade experimentada em várias partes do planeta, em países desenvolvidos ou subdesenvolvidos, no meio urbano e rural, em grandes e pequenas cidades e nas mais variadas classes ou grupos sociais. Como os fatores culturais são aqueles que mais fortemente definem a possibilidade de que a violência seja usada contra a mulher como meio legítimo e socialmente aceito para resolução de conflitos de interesse ou outros objetivos, é nas regiões onde uma cultura e uma sociedade aceita ou tolera este tipo de violência que a VCM será mais visível. Os governos (municipais) dispostos a combater a VCM devem estar cientes de que:

1) A discriminação sexual não é trivial ou irrelevante em comparação com outros problemas sociais que atingem questões de sobrevivência e bem-estar da população, visto que muitas mulheres são vítimas fatais da VCM, o que quer dizer que apenas pelo fato de terem nascidos mulheres estão numa posição desprivilegiada e frequentemente sem auxílio de políticas públicas que podem fazer a diferença entre a vida e a morte.

2) O abuso contra a mulher ocorre dentro de um padrão cultural que o propicia, mas isto não quer dizer que não haja nada a ser feito. A VCM não é um problema insolúvel, nem tampouco privado ou individual, mas um assunto político e público que requer a atenção do Estado, nas instâncias federais, estaduais e municipais.

3) Os Direitos das Mulheres são parte dos Direitos Humanos e como tais devem ser respeitados. Ações que visem fazer cumprir os Direitos das Mulheres são ações no âmbito dos Direitos Humanos.

4) O abuso contra a mulher não é inevitável ou amplo demais para ser considerado no escopo das políticas públicas, tampouco sua consideração resulta em ignorar outros problemas vinculados a Direitos Humanos. A violência contra a mulher ocorre em dois espaços diferentes: a casa seja ela da vítima ou do agressor, e a rua, compreendendo-se aí o local de trabalho, de estudo, de lazer, etc. O imaginário social vê a casa como um lugar seguro, onde o ser humano pode se abrigar e estar protegido contra possíveis perigos venham eles de fonte natural ou humana. Contudo, para a maior parte das mulheres que sofrem ou sofreram algum tipo de violência de gênero, a casa é o lugar mais perigoso.

Embora grande parte dos casos de violência de gênero seja perpetrada por homens agressores contra mulheres, há um número pequeno de casos em que a agressora é a mulher, contra uma outra mulher, normalmente em arranjos de relações homossexuais, ou contra o homem. É possível, portanto, que uma relação homossexual feminina enseje um ambiente propício à violência de gênero, embora esses casos sejam pouco relatados.

Postei este artigo após tomar conhecimento de vários casos de violência contra as mulheres brejeiras, que ficam caladas. Minha esperança é depois de lerem este artigo, ponham fim a estes crimes.

4 comentários:

Maria disse...

È Verdade, além dos casais hetero e homo, é bastante comum atos de violência domésticas entre irmãos, que quase sempre terminam por findar em nosocômio.

Mário, o vizinho curioso disse...

Acho que vocês estão esquecendo um detalhe, tem gente que gosta de apanhar, por exemplo tenho uma vizinha gente fina, bonita culta,pedagoga que apanha quase toda semana e não reclama.Talvez umas porradas de vez em quando esquenta mais o relacionamento, se não ela já tinha terminado com o namorado.

Mário, o vizinho curioso disse...

Acho que vocês estão esquecendo um detalhe, tem gente que gosta de apanhar, por exemplo tenho uma vizinha gente fina, bonita culta,pedagoga que apanha quase toda semana e não reclama.Talvez umas porradas de vez em quando esquenta mais o relacionamento, se não ela já tinha terminado com o namorado.

Maria Cebola disse...

Aí aiai aí !! Como doí...